Mensagem Malalai Joya sobre os 10 anos de invasão EUA no AfeganistãoEspero que algum dia o Afeganistão também veja a gloriosa insurreição dos países do Oriente Médio The Nation Magazine, 07 de outubro de 2011 “Olá a todos, gostaria de agradecer a todos os apoiantes e movimentos antiguerra em todo o mundo que estão deixando sua marca neste dia negro de ocupação dos EUA e da OTAN no Afeganistão. “Respeitados amigos – há 10 anos, os EUA e a OTAN invadiram meu país sob as falsas bandeiras de direitos das mulheres, direitos humanos e democracia. Mas após uma década, o Afeganistão continua sendo o país mais contrário aos civis, mais corrupto e país mais destroçado pela guerra em todo o mundo. As consequências da tão dita “Guerra ao Terror” tem sido apenas mais derramamento de sangue, crimes, barbárie, violações dos direitos humanos e dos direitos das mulheres, dobrando as misérias e os sofrimentos do nosso povo. A Democracia Nunca É Implantada através de Ocupação - Ativista AfegãRussia Today Entrevista Malalaï Joya em Cabul
Russia Today, 23.6.2011 Ela diz que seu país sofre de três males atualmente: a corrupção avassaladora do regime, a violência indiscriminada das forças de ocupação, e os senhores da guerra regionais, cujas ações diferem um pouco das do Taliban. "A Woman among Warlords" - Uma Mulher entre os Senhores da GuerraAutobiografia de Joya Malalaï Joya, Simon & Schuster
Malalaï Joya foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes de 2010 pela revista Time. Extraordinária garota criada em campos de refugiados no Irã e no Paquistão, Joya tornou-se professora em escolas de meninas secretas, escondendo seus livros sob sua burca para que o Taliban não os encontrasse; ajudou a montar uma clínica médica gratuita e um orfanato em sua pobre província natal de Farah; e em uma assembléia constituinte em Cabul, no Afeganistão em 2003, levantou-se e denunciou os poderosos senhores da guerra apoiados pela OTAN. Ela tinha então 25 anos de idade. Dois anos depois, tornou -se a pessoa mais jovem eleita ao novo Parlamento do Afeganistão. Em 2007, foi suspensa do Parlamento por suas insistentes críticas aos senhores da guerra e traficantes de droga, com seus comparsas. Ela sobreviveu a quatro tentativas de assassinato até a data, e vive 24 horas por dia escoltada por seguranças armados, e só dorme em casas que apresentem absoluta segurança. Robert Dreyfuss: Um Dia com Malalaï JoyaPassei o dia ontem com Malalaï, em Maryland do Sul, onde houve uma palestra na Faculdade Santa Maria
por Robert Dreyfuss, The Nation, 14 de abril de 2011
Não há consonânsia entre as revoltas que agitam o mundo árabe e o Irã, e a situação é muito mais difícil no Afeganistão. Arrasado por três décadas de guerra, ocupado pelos Estados Unidos e pela OTAN, e governado por caudilhos corruptos e políticos dados à ostentação, os revolucionários e ativistas pró-democracia no Afeganistão enfrentam desafio extra: ao contrário, digamos, do Egito, não há a cultura conectada ao Facebook, Twitter e outros sítios de rede social, e em muitas áreas não há sequer energia elétrica nem dispositivos eletrônicos. Antiguerra e Defensora dos Direitos Humanos Fala AbertamenteEla defende que a justiça em prol das pessoas devem exigir que o secretário de Estado, Robert Gates, e outras autoridades sejam questionadas
Jamie Corpuz, The Western Sun, 13.4.2011
Malalaï Joya (Photo: Jamie Corpuz) Em 2010, ela foi aclamada pela revista Time uma das pessoas mais influentes do mundo. Nesse mesmo ano, foi indicada à lista anual da revista Foreign Policy, entre os "100 Pensadores Top Globais". Ela sobreviveu a quatro tentativas de assassinato. O nome dela não é familiar ao Ocidente, mas no Oriente Médio seu nome inflama paixões nos corações dos rebeldes, e ressoa indignação entre os aproveitadores da guerra. Malalaï Joya, uma ex-parlamentar exilado de seu cargo eletivo no Afeganistão, falou na Golden West College, em Huntington Beach, Califórnia, sexta-feira 8 de abril. Ela trilhou um longo caminho de casa. Uma Defensora das Mulheres AfegãsMalalai Joya tem lutado por todas elas. Ela não tem medo. Você olha em seus olhos, e o medo se derrete
Ed Felien, The Rag Blog, 12.4.2011
MINEÁPOLIS - Eu conheci a pessoa mais corajosa do mundo na noite de sexta, 1º de abril, na Igreja Santa Joana d'Arc, sul de Mineápolis, quando ouvi Malalai Joya falando. Ela tem cerca de 1,50 de altura, uma voz suave e espinha dorsal forte como aço. Foi expulsa do Parlamento afegão (depois de ter sido, aos 26, a pessoa mais jovem eleita), porque ela "insultou" os senhores da guerra e do ópio afegão, e o governo dos EUA por apoiar a liderança corrupta de Hamid Karzai. Foram quatro tentativas de assassinato em sua vida [cinco, grifo deste Blog]. O Taliban a odeia porque organiza grupos de mulheres e escolas para meninas. Acabem com as Guerras em Casa [EUA] e no Exterior - Tragam as Tropas para Casa Agora!
Rubble, Indy Bay, 10.4.2011 Um comício e marcha antiguerra foi realizado em San Francisco, dia 10 de abril no Parque Dolores. Ouviu-se por cerca de duas horas alto-falantes do estágio em que se falou contra a guerra e dos problemas políticos. Entre os oradores, estava a deputada afegã Malalai Joya, suspenso do Parlamento do Afeganistão por denunciar os senhores da guerra e a guerra e ocupação dos EUA / OTAN. O Fracasso dos EUA no AfeganistãoEntrevista com Malalai Joya: "EUA é o padrinho do fundamentalismo islamita na região"
The Harvard International Review, 10.4.2011
Harvard International Review: Quais as mudanças no Afeganistão, desde a queda do Taliban? Em especial, como tem mudado a vida das mulheres? Malalai Joya: Os EUA invadiram meu país sob a bandeira da guerra contra o terrorismo, direitos das mulheres, direitos humanos e democracia. Mas mesmo com a presença de dezenas de milhares de soldados, não só as mulheres afegãs, mas também os homens sofrem com a guerra, com o terrorismo, injustiça, com a regra da máfia da droga e dos senhores da guerra, com a insegurança, o desemprego, pobreza, corrupção sem precedentes, e muitos outros problemas. Embora seja verdade que os direitos das mulheres, a situação pode ter melhorado quando você a compara com o regime bárbaro dos talibans, algumas mulheres têm agora emprego e acesso à educação, isso é usado para justificar a ocupação. Na maioria dos lugares, sobretudo nas aldeias, a condição das mulheres ainda é um inferno. Vídeo: Entrevista de Joya à rádio Uprising dos EUA
Sonali Kolhatkar, Rádio Uprising, 7.4.2011 Nela, entre outras coisas a afegã comenta a Guerra no Afeganistão e afirma que não são novidade atos dos "Esquadrões da Morte", militares norteamericanos que, conforme virou notícia mundial nas últimas semanas, matam civis afegãos inocentes, e colocam armas em seus corpos a fim de acusá-los de terroristas (leia notícia em português na íntegra, aqui). "Raising My Voice" - Erguendo Minha VozMalalaï Joya é a parlamentar mais jovem e mais famosa do Afeganistão, cuja valentia e visão têm conquistado adeptos internacionais
Comitê de Defesa de Malalaï Joya Malalaï Joya é a parlamentar mais jovem e mais famosa do Afeganistão, cuja valentia e visão têm conquistado adeptos internacionais. Ela tornou manchete mundial seu primeiro pronunciamento, no qual corajosamente denunciou a presença dos senhores da guerra no novo governo afegão. Ela tem falado abertamente em nome da justiça desde então, e pelos direitos a mulher no país que ama. Raising My Voice compartilha sua extraordinária história. A Verdade Revelada pelos "Esquadrões da Morte" no AfeganistãoEsta é a versão na íntegra de artigo de Malalaï Joya, publicado em The Guardian ontem Malalaï Joya, Z Magazine, 31.3.2011 ![]() As repugnantes e dolorosas fotos publicadas na semana passada pelos meios de comunicação estão As repugnantes e dolorosas fotos publicadas na semana passada pelos meios de comunicação estão, finalmente, trazendo a verdade terrível sobre a guerra no Afeganistão, para um público mais amplo. Todo o argumento das relações públicas desta guerra que giram em torno da democracia e dos direitos humanos, evaporam-se no ar com estas fotos de soldados dos EUA posando com os corpos mortos e mutilados de inocentes civis afegãos. Devo informar que os afegãos não acreditam que essa seja a história de uns poucos soldados maus. Acreditamos que as ações brutais desses "esquadrões da morte" revelam a agressão e o racismo como parte de toda a ocupação militar. Embora essas fotos sejam novas, o assassinato de inocentes não é. Tais crimes contra civis já provocaram muitos protestos no Afeganistão e têm elevado acentuadamente o sentimento anti-EUA entre o povo afegãos. Não me surpreende que a mídia dos Estados Unidos relute para publicar estas imagens dos "esquadrões da morte" dos EUA, que assassinou afegãos por esporte. Existe, afinal, um esforço concentrado para manter a realidade do Afeganistão fora da vista dos EUA Afinal, General Petraeus, agora no comando da ocupação liderada pelos EUA, tem dado grande importância à "guerra da informação" para a opinião pública, e com base nessa estratégia o Pentágono se esforça para encobrir esses crimes. Chomsky e Joya Discutem Política dos EUA no Afeganistão"Quero dizer-lhe que ninguém pode me impedir de dizer a verdade", disse Joya.
Monica M. Dodge, The Harvard Crimson, 28.3.2011
Em evento na Igreja Memorial, Malalai Joya, a ativista aplaudida pelos afegãos, que recebeu visto após o Departamento de Estado tê-lo rejeitado semana passada, afirmou inequivocamente que a ocupação dos EUA no Afeganistão tem prejudicado a vida da maioria dos afegãos muito mais do que ajudado. Joya falou ao lado do professor do Massachusetts Institute of Technology, Noam Chomsky, que também alertou contra os perigos, muitas vezes negligenciados em relação à ocupação dos EUA no Afeganistão. Malalaï Joya, Crítica da Guerra no Afeganistão, Consegue Visto de Entrada aos EUAA administração do presidente George W. Bush "usava repetidamente as leis de imigração como forma de censurar o debate acadêmico e político dentro dos Estados Unidos", disse Jaffer.
Bob Egelko, San Francisco Chronicle, 25.3.2011
Uma proeminente feminista, crítica da guerra do Afeganistão, obteve visto de entrada aos Estados Unidos quinta-feira - pela mesma agência do Departamento de Estado que o havia negado semana passada - e iniciou tardiamente para uma turnê que está programada para encerrar em San Francisco. O caso de Malalai Joya é o último de vários em que a administração Obama, após recusa inicial, permite a visita de um estrangeiro que critica as políticas dos Estados Unidos ou de seus aliados. A administração "não se envolve em prática de exclusão ideológica", disse o assessor jurídico do Departamento de Estado, Harold Koh, em dezembro através de carta à American Civil Liberties Union (ACLU), que apoiou Joya e outros, cujas visitas foram negadas. O advogado da ACLU, Jameel Jaffer, disse que a administração, em grande parte, foi fiel ao seu comrpomisso. Por que os EUA Temem Malalaï Joya?Khury Petersen-Smith escreve sobre Malalaï Joya, e seu esforço para poder falar Smith-Petersen Khury, Socialist Worker, 24.3.2011
A ativista pelos direitos da Mulher e ex-membro do parlamento do Afeganistão, Malalaï Joya, não tem medo. Ela parou no vazio para levantar sua voz contra os duplos inimigos da liberdade e da igualdade das mulheres em seu país: a misoginia dos senhores da guerra do Afeganistão, e a brutal ocupação dos EUA/OTAN. Ela foi suspensa do Parlamento afegão depois de usar o cargo para defender os direitos das mulheres. A vida de Joya está ameaçada por causa do seu trabalho, e já sobreviveu a cinco tentativas de assassinato. Mas agora que Joya está agendada para falar sobre a situação do Afeganistão, e apelar pela retirada das forças dos EUA e da OTAN de seu país em turnê de palestras em todos os EUA, mas só há uma coisa que pode impedi-la. Não são os senhores da guerra afegãos, os talibans nem o governo de Hamid Karzai: é a administração de Obama. Governo dos EUA Nega Visto à Ativista dos Direitos das Mulheres Afegãs, Malalaï JoyaEstados Unidos negou visto para Malalai Joya, respeitada ativista dos direitos da mulheres e ex-membro do parlamento do Afeganistão
Afghan Women`s Mission, 17.3.2011
Os Estados Unidos negaram visto de para Malalai Joya, respeitada ativista dos direitos da mulheres e ex-membro do parlamento do Afeganistão. Joya, nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time em 2010, preparava-se para iniciar um período de três semanas de turnê pelos EUA, a fim de promover uma edição atualizada do seu livro de memórias, Uma Mulher entre Caudilhos, publicado pela Scribner, uma marca da Simon & Schuster. O publicante de Joya na Scribner, Alexis Gargagliano, disse: "Tivemos o privilégio de publicar Joya, e sua última turnê do livro em 2009, recebeu aclamação. O direito dos autores de viajar e promover seu trabalho. é fundamental à liberdade de expressão e ao intercâmbio de idéias. "Memórias de Joya foi traduzido para mais de uma dúzia de idiomas, e ela viajou bastante, inclusive à Austrália, Reino Unido, Canadá, Noruega, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, França e Países Baixos, em apoio ao livro nos últimos dois anos. |








